sexta-feira, 30 de abril de 2010

Confissão: exame de consciência

Para fazer uma boa confissão  é necessário:
1. Examinar a consciência, isto é, recordar na presença de Deus todos os pecados cometidos e ainda não confessados por pensamentos, palavras, atos e omissões, contra os Mandamentos de Deus e da Igreja, e contra as obrigações do próprio estado.
2. Ter dor por ter ofendido a Deus. Consiste num desgosto e numa sincera detestação da ofensa feita a Deus. A dor deve ser: interna, sobrenatural, suma e universal. A dor dos nossos pecados é o mais importante de tudo: se faltar, a confissão é nula.
3.Fazer o propósito de não tornar a pecar. Ter uma firme resolução de não tomar a pecar e de empregar os meios necessários para evitar o pecado.
4. Declarar sinceramente os pecados ao confessar, detalhando a espécie de pecado e o número, se são graves. A acusação deve ser: humilde, sincera, prudente e breve.
5. Cumprir a penitência.


ADULTOS


Oração. Meu Senhor e meu Deus! Dai-me luz para conhecer os meus pecados, as causas deles e os meios de os evitar. Dai-me a fortaleza de os confessar com toda a fidelidade e verdade, para merecer agora o vosso perdão e a graça da perseverança final. Por Jesus Cristo Senhor nosso. Amém.


As perguntas que se seguem pretendem ser apenas um guia para o exame de consciência. Alguns destes pontos não se referem propriamente a pecados, mas a defeitos e más inclinações que são raízes do pecado. Servirão para a luta pessoal e para fazer propósitos concretos. Para discernir com critério seguro o que é grave, o que é leve ou apenas inconveniente, é preciso seguir o juízo da própria consciência, desde que esta esteja bem formada, com um conhecimento seguro da doutrina cristã. Como é freqüente que haja algumas dúvidas, o melhor meio de esclarecê-las é a consulta a um confessor de bom critério.


A Confissão precedente
  • Há quanto tempo confessei-me pela última vez? Deixei algum pecado grave por confessar? Cumpri a penitência?
Primeiro Mandamento da Lei de Deus
  • Tenho posto em dúvida ou negado deliberadamente alguma verdade de fé?
  • Desesperei da minha salvação ou abusei da confiança em Deus, presumindo que Ele não me abandonaria, para pecar com maior tranqüilidade?
  • Murmurei externa ou internamente contra o Senhor, quando me aconteceu algo desagradável?
  • Abandonei os meios necessários para a salvação: a oração, os sacramentos, etc?
  • Falei sem respeito das coisas santas, da Igreja e dos seus sacerdotes, e dos Sacramentos?
  • Pratiquei atos de superstição ou espiritismo?
  • Recebi indignamente algum Sacramento?
  • Li livros, revistas ou jornais que vão contra a fé? Dei-os a ler a outras pessoas?
  • Freqüentei ou pertenço a alguma associação contrária à religião?
  • Deixei-me levar pela vergonha quando foi necessário confessar a fé diante dos outros?
  • Esforço-me por adquirir uma cultura religiosa que me permita ser testemunha de Cristo com o exemplo e com a palavra?
Segundo Mandamento da Lei de Deus
  • Blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus, contra os Santos ou contra as coisas santas? Diante de outras pessoas?
  • Fiz algum voto, promessa ou juramento, e deixei de cumpri-lo por minha culpa?
  • Jurei sem necessidade? Jurei fazer alguma coisa injusta ou ilícita? Fiz um juramento falso? Reparei os prejuízos que daí tenham podido advir?
Terceiro Mandamento da Lei de Deus e Primeiro a Quarto da Igreja
  • Faltei à  Missa num domingo ou festa de guarda sem motivo suficiente? Distraí-me voluntariamente durante a Missa ou cheguei tão tarde que não cumpri o preceito?
  • Trabalhei nesses dias corporalmente (ou mandei trabalhar os outros) sem necessidade grave, durante um intervalo de tempo considerável?
  • Impedi que alguém que dependesse de mim assistisse à Santa Missa?
  • Guardei jejum e abstinência nos dias preceituados pela Igreja Católica?
  • Cumpri o preceito de confessar os pecados mortais pelo menos uma vez ao ano?
  • Tive em conta que só se pode receber a absolvição coletiva nos casos de emergência em que a Igreja o permite? Se, num desses casos, recebi a absolvição coletiva, cumpri com a obrigação de confessar individualmente a um sacerdote todos os pecados mortais que naquela ocasião não pude confessar?
  • Calei na Confissão, por vergonha, algum pecado grave? E depois disso comunguei alguma vez?
  • Recebi a Sagrada Comunhão no tempo estabelecido para cumprir com o preceito pascal? Confessei-me para fazê-lo em estado de graça?
  • Guardei a disposição do jejum eucarístico, uma hora antes do momento da Comunhão?
Quarto Mandamento da Lei de Deus. Filhos
  • Desobedeci aos meus pais e legítimos superiores em coisas importantes?
  • Tenho uma preocupação desordenada de independência, que me leva a receber mal as indicações dos meus pais?
  • Maltratei ou ameacei os meus pais com palavras ou ações, ou desejei-lhes algum mal?
  • Deixo-me dominar pelo mau gênio com freqüência e sem motivos justificados?
  • Briguei com os meus irmãos? Deixei de falar--lhes e de reconciliar-me com eles?
  • Dei mau exemplo aos meus irmãos ? Senti inveja se se destacaram mais do que eu em algum aspecto?
  • Fui preguiçoso no estudo, esquecido da responsabilidade que me cabe perante o esforço dos meus pais pela minha formação?
Quarto Mandamento da Lei de Deus. Pais
  • Dei mau exemplo aos meus filhos ou subordinados, não cumprindo os meus deveres religiosos, familiares, sociais ou profissionais?
  • Deixei de corrigir com firmeza e prontidão os defeitos dos meus filhos? Ameacei-os ou maltratei-os com palavras e obras ou desejei-lhes algum mal?
  • Corrijo sempre os meus filhos com justiça e por amor, ou deixo-me levar por motivos egoístas ou de vaidade pessoal, porque me fazem ficar mal diante dos outros, porque interrompem o meu descanso, etc?
  • Desleixei a minha obrigação de ajudar os filhos a cumprir os seus deveres religiosos?
  • Abusei da minha autoridade, obrigando-os a receber os Sacramentos, não reparando que poderiam fazê-lo sem as disposições convenientes, por vergonha ou respeitos humanos?
  • Sou inconstante na preocupação pela sua formação religiosa?
  • Permito que trabalhem, estudem ou descansem em lugares onde pode haver perigo para a sua alma ou para o seu corpo? Descurei a vigilância natural nas reuniões de rapazes e moças que se realizam na minha casa, deixando-os sozinhos? Sou imprudente na orientação dos seus divertimentos?
  • Tolerei escândalos ou perigos morais e físicos entre pessoas que vivem na minha casa?
  • Criei conflitos com os filhos, dando excessiva importância a coisas que se podem vencer com tempo e bom humor? Ou antes soube fazer-me amigo dos meus filhos?
  • Fui pouco amável na vida de família? Zanguei-me com a minha mulher (ou com o meu marido)? Tratei-a(o) mal, com palavras ou com obras? Diminuí a sua autoridade, repreendendo-a(o), contradizendo-a(o) ou discutindo com ela(ele) diante dos filhos?
  • Descuidei a fé na Providência divina? Ao mesmo tempo, desinteressei-me de ganhar o suficiente para poder ter ou educar mais filhos?
  • Deixei de ajudar, dentro das minhas possibilidades, os meus familiares nas suas necessidades espirituais ou materiais?
Quinto Mandamento da Lei de Deus
  • Tenho inimizade, ódio ou rancor contra alguém?
  • Deixei de falar com alguém e neguei-me à reconciliação, ou não faço o possível por consegui-la?
  • Alimento antipatias ou ódios pessoais por diferenças de opinião em matérias políticas ou profissionais?
  • Fiz ou desejei um mal grave a alguém? Alegrei-me com as desgraças alheias? Zombei dos outros, tive inveja deles, critiquei-os, incomodei-os ou fiz pouco deles? Deixei-me levar pela ira, magoando ou humilhando os outros?
  • Maltratei os outros com palavras ou ações? Peço coisas com maus modos, faltando à caridade?
  • Cheguei a ferir ou tirar a vida do próximo? Fui imprudente na condução de veículos? Aconselhei a alguém a prática do aborto, ou colaborei, com qualquer tipo de ajuda, na mesma?
  • Desleixei a minha saúde? Atentei contra a minha vida?
  • Embriaguei-me, comi ou bebi em excesso, ou tomei drogas?
  • Desejei morrer, sem me submeter à Divina Providência?
  • Desinteressei-me do bem do meu próximo, deixando de adverti-lo de algum grave perigo material ou espiritual em que se encontrava, ou de corrigi-lo como exige a caridade cristã? Descurei o meu trabalho, faltando à justiça em coisas importantes? Estou disposto a reparar o prejuízo que daí tenha podido resultar?
  • Abusei da confiança dos meus superiores? Prejudiquei os meus superiores, subordinados ou colegas, causando-lhes um dano grave?
  • Tolerei abusos ou injustiças que tinha obrigação de impedir?
  • Deixei que, pela minha preguiça, se produzissem prejuízos no meu trabalho? Descurei o meu rendimento em coisas importantes, prejudicando com isso as pessoas para quem trabalho?
Sexto e Nono Mandamentos da Lei de Deus
  • Entretive-me com pensamentos ou recordações desonestas?
  • Alimentei maus desejos contra a virtude da castidade, embora não os tenha posto em prática? Havia alguma circunstância na pessoa a quem se dirigiam (parentesco, matrimônio, consagração a Deus, etc.) que os tornasse mais graves?
  • Tive conversas imorais? Fui eu quem as começou?
  • Assisti a diversões que me colocaram em ocasião próxima de pecar? Tenho em conta que expor-me a essas ocasiões já é pecado?
  • Deixei de informar-me sobre a classificação moral de espetáculos, filmes, ou revistas e livros, antes de assistir a eles ou de lê-los, para evitar a ocasião próxima de pecado ou o perigo de deformação da consciência?
  • Descuido os pormenores de modéstia e pudor, que são garantia da castidade?
  • Entretive-me com olhares impuros ou aceitei sensações impuras?
  • Cometi alguma ação impura? Quantas vezes? Sozinho ou com outra pessoa? Do mesmo sexo ou do oposto? Havia alguma circunstância de parentesco, etc, que a tornasse especialmente grave? Essas relações tiveram alguma conseqüência? Fiz alguma coisa para a impedir depois de se ter formado uma nova vida?
  • Tenho amizades que são uma ocasião habitual de pecado? Estou disposto a pôr fim a elas?
  • Se estou namorando, o namoro me leva a afastar-me de Deus, ou antes aproximo-me com mais freqüência dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia, para ter mais graça de Deus?
Esposos
  • Usei do matrimônio indevidamente? Neguei ao meu cônjuge os seus direitos? Faltei à  fidelidade conjugai por pensamentos ou ações?
  • Usei do matrimônio somente nos dias em que sei que não pode haver descendência, não havendo razões graves para isso?
  • Tomei remédios para evitar os filhos? Aconselhei os outros a tomá-los?
  • Usei outros métodos antinaturais, ou fiz alguma operação para evitar filhos?
  • Influí de algum modo sobre os outros — com conselhos, piadas, atitudes, etc. — para criar um clima antinatalista?
Sétimo e Décimo Mandamentos da Lei de Deus. Quinto da Igreja
  • Roubei algum objeto ou alguma quantia em dinheiro? Reparei os prejuízos causados ou restituí as coisas roubadas, na medida das minhas possibilidades?
  • Ajudei alguém a roubar? Havia alguma circunstância agravante, como por exemplo tratar-se de um objeto sagrado? A quantia ou valor das coisas roubadas era importante?
  • Retenho o alheio contra a vontade do seu dono?
  • Caí no vício do jogo, pondo em risco ou prejudicando a economia familiar? Deixei de cumprir devidamente as obrigações do meu trabalho, que justificam o ordenado ou o salário que recebo? Deixei de prestar à Igreja a ajuda conveniente? Dei esmolas de acordo com a minha posição econômica?
  • Defraudei a minha mulher (o meu marido) nos seus bens?
  • Retenho ou atraso indevidamente o pagamento dos salários ou dos ordenados que me incumbe pagar?
  • Retribuí injustamente o trabalho dos outros? Deixei-me levar pelo favoritismo ou distinção de pessoas, faltando à justiça, no desempenho dos cargos ou funções públicas? Deixei de cumprir com exatidão os meus de-veres sociais; por exemplo, o pagamento dos seguros sociais dos meus empregados, etc? Deixei de pagar os impostos que são de justiça?
  • Fui omisso em procurar evitar, na medida das minhas possibilidades, as injustiças, subornos, escândalos, roubos, vinganças, fraudes e outros abusos que prejudicam a convivência social?
  • Prejudiquei alguém com enganos, coações, etc. nos contratos ou relações comerciais? Reparei o prejuízo causado ou tenho intenção de fazê-lo?
  • Dei o meu apoio a programas de ação social e política imorais ou anticristãos?
Oitavo Mandamento da Lei de Deus
  • Disse mentiras? Reparei os prejuízos que as minhas mentiras tenham podido causar? Minto habitualmente com a desculpa de que se trata de coisas de pouca importância?
  • Revelei sem motivo justo graves defeitos alheios que, embora certos, não eram conhecidos? Reparei de algum modo os prejuízos assim causados; por exemplo, falando depois dos aspectos positivos dessa pessoa?
  • Caluniei ou deixei caluniar, atribuindo ao próximo defeitos que não eram verdadeiros? Já reparei os males causados ou estou disposto a fazê-lo?
  • Revelei segredos importantes dos outros, descobrindo-os sem justa causa? Reparei o prejuízo que daí resultou?
  • Falei mal dos outros por frivolidade, inveja ou por ter-me deixado levar pelo temperamento?
  • Disse mal dos outros — pessoas ou instituições — baseando-me apenas em boatos? Quer dizer, cooperei deste modo com a calúnia e a murmuração?
  • Tenho presente que a diversidade de opiniões políticas, profissionais ou ideológicas, não deve ofuscar-me a ponto de julgar ou falar mal do próximo, e que essas divergências não são motivo para manifestar os seus defeitos morais, exceto se o bem comum assim o exigir?


EXAME PARA AS CRIANÇAS:


O meu comportamento com Deus
  • Rezo todos os dias, devagar e com atenção, as orações da manhã e da noite? Lembro-me de Deus durante o dia? Tenho o mau hábito de falar dEle com pouco respeito?
  • Assisto à Santa Missa aos domingos e dias de guarda sem preguiça? Escuto com atenção a Palavra de Deus? Acompanho bem as orações? Chego tarde à Missa ou assisto de má vontade, atrapalhando os outros?
  • Estudo bastante o catecismo? Tenho desejos de conhecer melhor Nosso Senhor? Quero fazer sempre o que Ele diz e comportar-me como Ele quer?
  • Na igreja, comporto-me com respeito? Lembro-me de que é a casa de Deus, ou corro, converso, passo pelo altar sem cumprimentar Jesus no sacrário com uma genuflexão bem feita? Vou à igreja mal vestido, com uma roupa imprópria?
  • Amo Nossa Senhora e converso todas as noites com Ela? Rezo por exemplo a Ave-Maria, pensando que Ela é a Mãe de Jesus e me ama como a um filho? Falo todas as manhãs com o Anjo da Guarda para que me acompanhe e me proteja durante todo o dia?
  • Quando recebo uma boa notícia, agradeço ao Senhor todas as coisas boas que Ele me deu? Ou penso que fui eu que fiz tudo e esqueço que é um presente do meu Pai-Deus?
O meu comportamento com a família e com o próximo
  • Sou carinhoso com o meu pai e a minha mãe? Sei agradecer o carinho que eles têm por mim? Ou respondo com má educação e os deixo tristes com o meu comportamento?
  • Obedeço rapidamente aos meus pais, sem reclamar? Sei que aquilo que me dizem é para o meu bem? Falo sempre a verdade, mesmo que tenha que passar vergonha? Gosto de ajudar em casa, ou quero que todos atendam aos meus pedidos e caprichos? Trato com respeito os meus avós e as pessoas mais velhas?
  • Sou egoísta com as minhas coisas? Quero-as só para mim, ou sei emprestá-las sempre e dividi-las com os meus irmãos e amigos?
  • Na escola, comporto-me bem com todos? Assisto bem às aulas, ou perco o tempo e atrapalho os meus colegas? Dedico ao estudo o tempo suficiente?
  • Sou mandão e brigo facilmente com os meus companheiros? Nas brincadeiras, quero vencer a todo o custo, mesmo roubando? Sou leal e respeito as regras do jogo? Sei perder sem ficar com raiva?
  • Sei ser amigo dos meus companheiros? Ajudo-os nas necessidades? Não caçoo deles? Sei perdoá-los quando me fazem um pequeno desaforo? Ou penso só em mim e nas minhas coisas, e tenho inveja das coisas que eles fazem?
  • Sou sincero? Falo sempre a verdade, mesmo que me custe? Ou pelo contrário invento coisas para ficar bem? Minto, digo que fiz coisas certas, quando na verdade fiz tudo errado e mal feito? Falo sempre a verdade aos meus pais?
O meu comportamento comigo mesmo
  • Peguei coisas que não são minhas? Roubei alguma coisa, mesmo de pouco valor? Uso mal as minhas coisas, desperdiçando-as ou estragando-as? Deixo de pegar para mim algumas coisas de que gosto, para oferecê-las a Jesus e dá-las aos pobres?
  • Faço logo as coisas que devo? Tenho má vontade e preguiça, escolho as coisas mais fáceis e deixo as outras para a última hora? Deixo tudo pela metade, faço mal ou não faço?
  • Sou desordenado? Deixo as coisas que uso jogadas de qualquer jeito? Sei ter e seguir um horário? Sou guloso e caprichoso? Estou sempre reclamando? Ou sei contentar-me com o que me dão?
  • Deixei-me levar pela curiosidade ruim? Olhei revistas e fotografias indecentes, ou programas de televisão que não prestam? Sei ter respeito por mim mesmo e pelo meu corpo? Evito gestos ou atos contrários à santa pureza? Cuido da higiene e da modéstia?
  • Uso uma linguagem grosseira? Ofendo os outros? Sou mal-educado com os meus pais e professores?


CELEBRAÇÃO DO SACRAMENTO DA CONFISSÃO


O penitente diz a saudação habitual: "Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo", ou "Abençoai-me, Padre, porque pequei", e se benze.


O sacerdote diz: "O Senhor esteja em teu coração para que, arrependido, confesses os teus pecados".


O sacerdote ou o penitente pode ler ou dizer de cor algumas palavras da Sagrada Escritura sobre a misericórdia de Deus e o arrependimento; por exemplo: "Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que eu te amo" (Jo 21, 17).


O penitente acusa-se dos seus pecados. O sacerdote dá os conselhos oportunos e impõe a penitência.


O sacerdote convida o penitente a manifestar a contrição. O penitente pode dizer, por exemplo: "Senhor Jesus, Filho de Deus, tende piedade de mim, que sou um pecador".


O sacerdote dá a absolvição:
Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz.
E EU TE ABSOLVO DOS TEUS PECADOS, EM NOME DO PAI, E DO FILHO t E DO ESPIRITO SANTO.


O penitente responde: "Amém".


O sacerdote prossegue:
A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos, as tuas boas obras e a tua paciência na adversidade, sirvam de remédio para os teus pecados, aumento de graça e prêmio da vida eterna. Vai em paz.


Depois de rezar a penitência, pode-se dizer a seguinte:


Oração de agradecimento
Ó bondade, ó misericórdia infinita do meu Deus! Graças Vos rendo por me haverdes perdoado os meus pecados, e de novo os detesto de todo o meu coração.
Concedei-me a graça, meu Salvador, pela virtude do Sacramento da Penitência que acabo de receber, de não recair nestes pecados, e de levar de hoje em diante uma vida toda nova, sempre assistido pela vossa graça e perseverando no vosso amor até a hora da minha morte. Amém.

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